Pocket Rockets – Uma reflexão

Pocket Rockets

O princípio, meio e fim na cadeia de sonho de um petrolhead

33 EJB.

Era esta a matrícula do Mini de “Paddy Hopkirk, o David que venceu pela primeira vez os Golias do Rally de Monte-Carlo de 1964.

Este pequeno utilitário britânico com pouco mais de 70cv, daria o mote para um dos segmentos mais icónicos e respeitados pelos amantes das quatro rodas e que continuam, até hoje, a fazer as maravilhas de muitos deles.

Os Pocket Rocket são, não raramente, a porta de entrada de jovens entusiastas, no mundo dos automóveis desportivos, são aqueles que aproximam o sonho inalcançável da realidade exequível, são os que os fazem batalhar e acreditar que é possível terem na garagem um pequeno diabrete que com o seu pequeno chassis do segmento A e B vitaminado e afinado com as lições da competição, deixa muitos carros “melhores” pelo caminho.

Carros como os saudosos Clio Williams ou 205 Gti, seriam igualmente o trampolim para outros mais desportivos e focados, seja por troca ou como companheiros de garagem, mas a sua essência não se perde na paixão de um verdadeiro amante e, por isso, muitos não resistem a reviver essas experiências, seja com um pequeno Renault 5 GT Turbo como projeto de restauro ou um novíssimo Fiesta ST.

E no fim?

O primeiro amor é sempre o que se recorda com mais carinho. Para muitos esse primeiro amor, possível, foi um destes pequenos desportivos, carros dos quais nunca mais se esquecerão. Em muitas das mais fantásticas coleções de automóveis o carro mais importante é um Pocket Rocket, mesmo que lá não se apresente, mas sem ele aquele caminho apaixonante não teria começado.